Nesta última edição da Feira Literária de Paraty, um autor que estava escalado para um dos eventos, desmarcou pois sofreu ameaças de morte na feira. Sabendo disso, lembrei que seria uma ótima oportunidade para publicar a resenha de Morte na Flip, essa porém na Festa Literária Internacional de Palmyra.
A FLIP está acontecendo em
Palmyra. O delegado Joaquim Dornelas sente que grandes festas, são um prato
cheio para grandes crimes. Ao presenciar um pequeno barco tomar rumo ao mar
durante a noite, já que esse tipo de passeio é feito durante o dia, ele sente
que terá muito trabalho. Ao deixar a sua equipe avisada sobre as suas
suspeitas, ele volta para casa e dorme.
No meio da madrugada, Dornelas é
acordado com um chamado: Um gringo foi assassinado, e provavelmente ele estava
aqui por causa da FLIP. As indagações sobre o porquê da morte não param de
atormentar o delegado, além disso, ainda tem a imprensa que está de olho em
qualquer coisa que possa manchar a festa.
Tudo fica pior quando Dornelas
descobre que o turista na verdade é uma mulher, uma famosa escritora best-seller de
chick-lit. O que teria feito uma escritora de chick-lit para ser assassinada de
forma brutal?
Já conheço a escrita do Paulo Levy, no seu primeiro livro sobre Joaquim Dornelas, Réquiem para um assassino (leia a resenha) que gostei bastante. Em Morte na Flip nós temos uma nova aventura do delegado Dornelas, porém é uma história independente que pode ser lido primeiro.
Estava esperando muito deste livro, e ele supriu todas as minhas expectativas, e um pouco mais. Dornelas é um policial inteligente e astuto, com um faro longínquo e uma dedução espetacular. Um personagem forte e perspicaz, que além de bom profissional, é bom pai, bom dono do seu cão Lupi, e está sem mostrando um bom namorado para Dulce Neves, médica-legista. Um prato cheio.
Estava esperando muito deste livro, e ele supriu todas as minhas expectativas, e um pouco mais. Dornelas é um policial inteligente e astuto, com um faro longínquo e uma dedução espetacular. Um personagem forte e perspicaz, que além de bom profissional, é bom pai, bom dono do seu cão Lupi, e está sem mostrando um bom namorado para Dulce Neves, médica-legista. Um prato cheio.
A trama me chamou a atenção para se tratar de um evento literário, fiquei imaginando como o autor inseriu o mistério dentro daquele clima alegre e cult do evento. E ele me entregou uma história cheia de mistérios e reviravoltas. O delegado é muito intuitivo e vê a culpa, por trás de qualquer personalidade.
Além disso, os personagens secundários também são criados para atuar, e cada um tem sua importância na trama. Por este motivo, todas as partes se unem e temos um desfecho consistente.
Não é um livro policial cheio de ação e cenas com sangue para todos os lados, mas é uma trama inteligente e bem escrita, onde a cada descoberta eu me vi extasiado. A obra também traz uma evolução do romance de Dulce Neves e Dornelas, onde o homem assume que está apaixonado e vivendo um romance.
Assim como a primeira obra do autor, Morte na Flip tem uma mistura de gêneros que viaja desde o romance até o mais rústico policial.
A edição está bem trabalhada com uma diagramação simples e folhas brancas (💔) e uma capa que tem tudo a ver com a trama. A revisão está excepcional.
Autor: Paulo Levy
Editora: Bússola
Páginas: 272
Sinopse: Uma nova aventura do delegado Joaquim Dornelas vai começar a Flip–Festa Literária Internacional de Palmyra, um dos eventos literários mais charmosos do mundo. Na décima edição da festa e com a cidade cheia, o delegado Joaquim Dornelas está dividido entre a alegria e a preocupação. Para ele, quanto mais gente e mais festa, maior a chance de confusão. E é claro que o inesperado acontece, momentos antes do show de abertura: Dornelas se vê diante de uma cena que põe a si mesmo e a sua equipe, em estado de alerta. Um crime é cometido no início da madrugada. Pressionado pelo chefe e pela imprensa, nesta nova e saborosa aventura, Dornelas se vê envolvido numa complexa rede de fatos e intrigas que procuram desviar o rumo da investigação e confundir a polícia. Embalado por sua amizade colorida com Dulce Neves, por doses de sua cachaça favorita, por seu empenho como pai à distância e por seu mingau de farinha láctea, o delegado Joaquim Dornelas mais uma vez usa de aguçada intuição e incrível faro policial para desvendar mais um complicado crime.




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