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Livros & Reticências: Distopia
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|Resenha| Entre as Estrelas - Katie Khan

Foto por: virandoamor.com
Olá, tudo beleza por ai?

Hoje, a resenha é de um livro recebido da editora Bertrand Brasil, do Grupo Editorial Record, que tem como principal tema, um romance futurista, ou a tentativa dele.  

Entre as Estrelas é uma distopia com um quê de romance futurista, escrita por Katie Khan. Publicado em 2017 pelo selo Bertrand Brasil do Grupo Editorial Record, conheceremos os protagonistas Carys e Max em 280 páginas.

O mundo foi devastado por uma guerra que nos afligi, e está prestes a ser iniciada no mundo real. Um grande embate entre as forças americanas, e o arsenal oriental. A grande atual potencial mundial foi completamente dizimada, e apenas a Europa conseguiu sobreviver a esse grande caos, agora chamada de Europia. 

A Europia agora tenta manter o mundo perfeito. As relações pessoais foram reduzidas, e as pessoas vivem em um processo chamado Rotação, onde não conseguem passar mais de três anos na mesma cidade, e também não tem contato constante com seus familiares. Para todos os cidadãos, essa é a melhor forma de vida. 

Carys e Max é um casal recém-formado, que estavam acostumados ao seu modo de viver. 

Carys sempre foi contrária a essa utopia, porém não podia fazer muito coisa, já que ser expulso da Europia significa viver em um deserto de miséria. Max tem laços de sangue com esse sistema, já que seus antepassados fizeram parte da fundação. Os dois trabalham na AEVE - Agência Espacial do Voivoda Europeu, Carys pilota aeronaves e Max é chefe de cozinha da estação espacial. Eles não demoram a se apaixonar, mas a Regra dos Casais não permite esse relacionamento, já que a idade ideal para construção de uma família é 35 anos, e o casal ainda é jovem. Mas, eles não vão desistir desse amor, e após confrontar o conselho de idealistas, são enviados em uma missão espacial na nave Laertes. 

Porém, tudo fica fora de controle quando um acidente acontece no espaço, e eles estão fora da nave Laertes, sem conexão e com apenas 90 minutos de ar. 

Foto por: virandoamor.com
Entre as Estrelas é um livro incrível, que me arrancou do bloqueio que eu estava. Apesar de estar com um pé atrás com os romances, esse me surpreendeu já que não tem nenhuma daquela melosidade comum, mas sim um casal forte que não desiste fácil do seu amor, além de contrair todas as forças contrárias, sendo elas sociedade, governo e família. A autora criou uma ambientação muito interessante, e trouxe características próprias de uma distopia, além de inovar com a inserção de uma fantasia meio cientifica na trama. 

Os flashbacks estão presentes a todo momento na obra, e aos poucos vamos descobrindo as motivações do casal, e o desenrolar das suas atividades no espaço. Além disso, a narrativa se dá em terceira pessoa, alternando entre os protagonistas, e isso foi muito importante para situar o leitor de tudo que estava acontecendo. Muito mais do que um mero entretenimento, esta história trás a possibilidade de reflexão quanto aos rumos que o nosso mundo está tomando, e como todos as guerras e disputas afetam toda a sociedade. 

Apesar de ter uma diagramação singela, a capa me conquistou e eu amei com todas as minhas forças. Além disso, a revisão está ótima, e não encontrei erros comprometedores. 

Espero que tenham gostado! 

Titulo: Entre as Estrelas
Autor: Katie Khan
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 280
Gênero: Distopia
Compre: AMAZON
Sinopse: Um romance futurista surpreendente sobre o impacto do primeiro amor e como nossas escolhas podem mudar o destino de todos ao nosso redor. Perfeito para os fãs Um Dia e Gravidade. Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural. Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida - uma decisão impossível nesse novo mundo. Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem?

Até mais! 



|RESENHA| O Fim de Todos Nós - Megan Crewe

 Oláááá,
A resenha de hoje, é um dos meus livros favoritos de distopia. Por mais incrível que eu possa achar, ele ainda é daqueles livros poucos conhecidos, mas que conquistam a grande maioria dos leitores.

Autora: Megan Crewe
Páginas: 272
Ano: 2013
Editora: Intrínseca

Sinopse: Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças - ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento.Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?Afiado e atordoante, O fim de todos nós é a história da força de vontade e da bravura de uma garota comum forçada a reavaliar seus medos e escolher entre a própria humanidade e a sobrevivência.




O fim de todos nós é o primeiro livro da trilogia The Fallen World, da escritora americana Megan Crewe. Infelizmente, ainda é o primeiro livro publicado no Brasil, mas lá fora a trilogia já está completa e com um conto extra. Oremos para que a Intrínseca, atenda minhas orações e publique os outros. 
Vamos lá, esse livro ainda é pouco conhecido no Brasil, mas estava passeando pela Americanas, vi por 9,90, me encantei pela capa e premissa e decidi comprar. De certo, não me arrependi, na verdade, eu favoritei! 

Nesse livro conhecemos Kaelyn, que está um pouco triste por seu ex-melhor amigo Leo tenha viajado e se afastado dela, e pior, eles se separaram sem fazer as pazes. Para reestabeler posteriormente essa amizade, Kae decidi escrever em seus diário cartas para Leo, é a partir destes relatos que conheceremos rotina distópica da garota.


Kae estuda na mesma escola que Rachel, e decidem fazer um trabalho escolar juntas, para isso, Kaelyn vai a casa de Rachel, chegando lá, o pai de Rachel, que espirra e se coça constantemente, começa a dizer coisas irreverentes e vergonhosas para Kae, que acha tudo muito estranho. A partir dai, casos estranhos começam a acontecer, entradas constantes no hospital, crises de espirros e coceiras. Descobre-se um vírus maligno que está assolando a ilha. Em um pequeno intervalo de tempo, Kaelyn se vê perdendo amigos, vizinhos e familiares. Esse estranhos vírus causa inicialmente uma série de coceiras constantes, logo após uma febre, depois um surto paranoico e todos os seus maiores segredos são revelados, sua mente entra em colapso e logo após as alucinações, vem a morte. Com medo de que o vírus se espalhe e atinja o continente, o governo decidi fechar a ilha e ligar o alerta vermelho, em quarentena, e então o que era para melhorar, entra em regresso. 
Tipico das sociedades distópicas, surgem os grupos egoístas que passam a saquear casas, estabelecimentos e até roubar todos os medicamentos e alimentos jogados de helicóptero pelos militares. 


Kaelyn se vê por dentro de tudo isso, afinal seu pai trabalha no hospital, e com seu instinto solidário, a garota está disposta a ajudar todos que encontra e buscar uma saída para essa situação. Porém, tudo fica mais dramático com um romancezinho no meio né? Kae encontrará um garoto que tem o mesmo desejo que ele, e juntos eles lutam para dominar a situação, chamar a atenção do continente para o que está acontecendo na ilha, e por um ponto final na sucessão de mortes

"Era uma gaivota comum, e parecia saudável - exceto pelo fato de estar morta, é claro. (...) Era muito estranho, aquele bicho ali, como se estivesse simplesmente caído do céu." 
Megan conseguiu criar um cenário perfeito para o clima distópico de desespero, quarentena e empatia. Assim, como a descrição do local, personagens, sintomas, e transmitiu ao leitor o real desespero dos reclusos. 
Kaelyn é uma protagonista forte, que saiu a luta, com garra, coragem e vontade de vencer, é um exemplo de mulher que enfrentou de frente o problema, mesmo com tantas perdas, ao invés de se trancafiar em um quarto e esperar a ajuda cair do céu, ela decidiu ser a ajuda. No decorrer da trama, somos apresentados a personagens secundários como a Tessa, a qual Kae tinha inicial antipatia, Meredith, que ás vezes conseguiu ser chata e mimada, mas que juntos construíram uma ótima trama. 

É uma leitura bem rápida e fluida, mas que não deixa de ser forte e cheia de mistério. Preciso ler logo o segundo livro, pois este terminou de uma forma surpreendente e bem dependente do outro livro. 

A capa está muito bonita, com um acabamento diferenciado na fonte e uma silhueta que diz mais do que pensamos, a diagramação segue a mesma qualidade, assim como a revisão! 

Aconselho a leitura, a todos que gostam de uma leitura ágil e uma distopia cheia de mistério. 




|Resenha| Irmandade de Copra - Caroline Defanti


Heeeey,
Hoje tem resenha! Uma distopia maravilhosa, com pegada sci-fi que deixa qualquer leitor demasiadamente feliz!


Título: Irmandade de Copra
Autora: Caroline Defanti
Gênero: Distopia 
Ano: 2015
Páginas: 432
Sinopse: Em um futuro longínquo, a quase extinção do ser humano fez com que os poucos que restaram lutassem pela sobrevivência em colônias extraterrestres. Entretanto, alienígenas se apossam da Terra e a curam, mas os homens desejam ter seu planeta e vidas de volta. Mas os seres não parecem dispostos a abrir mão de seu novo lar. Por isso, os homens criam novos soldados, uma raça nova capaz de combater essas criaturas e recuperar o planeta. Assim nasce a Irmandade de Copra


Irmandade de Copra é uma distopia sci-fi escrito por Caroline Defanti e publicado pela Editora Arwen.
Em futuro distante, a terra está novamente habitável, esplêndida e natural. Sim, novamente, pois graças ao ser humano e sua santa ignorância, a terra um dia já foi um lixo, inabitável, praticamente extinta, agora restaurada pelos Copranos. Novamente, colocamos em jogo, a personalidade do ser humano. Destruiu a Terra, foi morar em colônias na Lua e Marte, depois de algum tempo perceberam o tremendo erro destrutivo que foi passado de geração a geração, a não preservação do planeta, que fez com que a sociedade perdesse-o. Os Copranos, uma raça alienígena, resgataram o planeta e suas estarrecedoras maravilhas. Agora, seres humanos criam uma espécie de força-tarefa com jovens que sofreram mutação e tem super poderes denominada "Irmandade de Copra" para tomarem "o que é seu por direito". Quem tem razão nesta história?
Irmandade de Copra tem um enredo magnifico, uma distopia tecnológica muito bem escrita e detalhada, colocando em jogo aspectos ambientais da realidade sem aquela formalidade enjoada.


Apesar, de ser em um futuro distópico, e com uma pegada forte de ficção científica, a obra reflete nas entrelinhas problemas da atualidade, com um jogo de cintura que ganha o leitor. É de invocar a forma que a autora consegue trabalhar na personalidade dos personagens, mostrando que o ser humano se autodenomina de inúmeras formas e coisas, mas que na verdade é uma raça insignificante e hipócrita, se comparado às tecnologias e avanço pessoal dos Copranos.

Voltando a Irmandade de Copra... É neste centro onde ficam os Irmãos, esses jovens são transmutados em laboratórios, onde o DNA alienígena é injetado no seu corpo, sofrendo mutações e gerando super-humanos, que são enviados com potentes tecnologias em missões na Terra, com objetivo de pegar recursos essenciais para a vida humana que não são encontrados em Marte, pesquisas cientificas e caça a Copranos. Em uma dessas missões, um acidente ocorreu e resultou na morte de um Irmão muito querido por todos, e é depois desta morte que surge Musa, uma forte, querida e sexy irmã, que é o fio condutor da trama. Irmãos como Arcanjo, Padre, Chess, Fera, são de grande importância para a trama, mas carregam uma grande dose de spoiler. 

Irmandade de Copra é peculiar e surpreendente. Estava muito ansioso para lê-lo, mas quando chegou fiquei temoroso, por ser um livro grosso, porém a historia correu muito bem, divida em seis partes contando com Epilogo, Prólogo e Glossário. A maior parte chamada de “Vivendo” é a mais temerosa, envolvendo, ofegante e perturbadora. 

A forma como a autora consegue envolver personalidades humanas e alienígenas de uma forma tão distinta é maravilhosa.

A editora Arwen teve todo um trabalho na composição deste projeto, capa diagramação, revisão. Ao capista e design Bernardo Manfredi deixo os meus parabéns, pela composição da capa que mostra uma árvore que é de grande importância para a geração de todo o enredo, e a forma estrutural e tenebrosa de um dos Copranos, mesclando com contrastes roxos a azuis, trabalhando também na diagramação, com fontes adequadas dando destaque ao símbolo que representa uma espécie de DNA modificado.

Parabenizo também a revisora Aline Salles pelo ótimo trabalho de revisão da obra. Parabenizo a Caroline, pela criatividade, dando destaque a algumas frases criadas por ela em uma língua diferente que serviu para representação da linguagem dos Copranos. Enfim, este livro me surpreendendo de inúmeras formas possíveis. Recomendada para maiores de 14 anos foi a melhor distopia do ano! Já estou ansioso para o segundo volume desta trilogia.