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Livros & Reticências: |Resenha| Além da Ponte Inca - Wilson Lassarote

|Resenha| Além da Ponte Inca - Wilson Lassarote

 Heey,
Mais uma resenha. Eita! 
Hoje, o livro tem um ar meio educativo, mais não e nada disso, uma aventura contagiante.




Informações do Livro:

Título: Além da Ponte Inca

Autor: Wilson Lassarote

Editora: Talentos da Literatura Brasileira

Ano de Lançamento: 2014

Página: 350







Sinopse:

Heitor ousou buscar novas fontes históricas sobre a civilização Inca durante uma pesquisa para um trabalho de escola. Mas, ao decifrar uma sequência numérica descrita em um antigo livro, aguçou mais ainda sua curiosidade por esta fascinante cultura. Após um tempo, ele e seus antigos amigos de escola, Karl e Sérgio, decidem realizar uma viagem à cidade de Machu Picchu, no Peru. Que estejam preparados! Esta não será uma simples aventura turística, e sim, uma travessia sequer imaginada, que envolverá o jovem aventureiro e a todos em conhecimentos místicos e filosóficos sobre a humanidade guardados há muito tempo. Para além da ponte Inca se encontram muitos perigos, mas também incríveis experiências e, principalmente, as respostas que Heitor, obstinadamente, procura.




Além da Ponte Inca é uma ficção brasileira retratada em 350 páginas, publicado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século.
Heitor é um garoto considerado esquisito pelos seus amigos Sergio e Karl, fala pouco, gosta de caminhas pelas serras, não segue nenhuma religião e adora questionar, não É burro, mas não gosta de estudar. Ele está para concluir o ensino médio quando sua professora de Historia propõe um trabalho de conclusão de curso, um trabalho em grupo, sem internet e sobre a Civilização Inca.
“Sem Internet” este é o principal problema que o grupo composto por Heitor, Karl e Sergio Vão enfrentar, pois não cidade não tem Biblioteca, portanto, eles terão que ir a capital, Rio de Janeiro, e é isso que eles fazem, arranjam dinheiro e partem. 


É na Biblioteca da Cidade Maravilhosa que a grande qualidade (ou não) de Heitor se manifesta, o lado questionador do garoto surge quando uma pagina em branco é encontrado no meio do livro sobre os incas, Heitor pensa ser um erro de impressão e deixa para lá, eles saem da biblioteca e vão para o cinema, já que uma baita chuva atrapalhou o grande dia na praia, mas ao assistir o filme onde o protagonista recebe uma mensagem com tinta invisível, Heitor então se lembra da pagina em branco do livro, e vai a biblioteca no dia seguinte tentar desvendar esta mensagem em tinta invisível que possivelmente existia no livro, mas Heitor não encontra e percebe que é tudo besteira da cabeça dele, ele abandona o livro e a biblioteca e volta para a sua cidade. 

Diagramação do livro




Chega o dia da apresentação do trabalho, tudo ocorre muito bem e bastante produtivo, até que na hora da divulgação da fonte de pesquisa, Heitor é interrompido pela professora quanto ao ano de publicação do livro, 1906. A professora diz que o livro não pode ter sido publicado em 1906, pois as ruínas incas só foram descobertas oficialmente em 1911, e acusa os garotos de ter usado a internet como meio de pesquisa, Heitor rebate e diz ter certeza da data do livro e pede a professora para voltar a biblioteca, ela autoriza sendo que o garoto deve trazer uma declaração da bibliotecária, dizendo que ocorreu um erro de impressão ou desgaste pelo tempo, e assim ele volta para a biblioteca. Chegando lá, tudo se complica, e Heitor descobre que a data está certa, e que em 1906 um fazendeiro espanhol subiu as montanhas incas em busca de ouro e descobriu as grandes ruínas, e é um trecho de um relato do espanhol que instiga o garoto... 


“ Os homens ouro, vivem resilientes além da sagrada ponte que une almas. Metal brilhante cega às pessoas tornando-as frias, impedindo um olhar claro para coisas importantes. Cuidemos dos sentimentos e pessoas, como faz a mãe puma com os seus filhotes.
Quem conseguir observar a sequencia perfeita da vida irá encontrar o caminho a trilhar. O ano de 1618 marca o inicio de guerras na Europa, quando a intolerância religiosa também cegou o homem e o desviou do seu caminho. ”


Ele fotografou tudo e conseguiu convencer a bibliotecária de dizer na declaração que o livro era de 1916 e não de 1906. Foi difícil, mas ele conseguiu. Heitor voltou para a cidade, mas a sua mente, estava naquela biblioteca. 

Lombada do livro


Tudo se normalizou, e ele e seus amigos conseguiram concluir o segundo grau. Agora, todos pensavam no futuro, e Heitor estudava sem muito gás para sua prova de vestibular para Medicina. Como já esperava Heitor não passou no vestibular, já seus amigos, estavam com o futuro traçado, mas ainda tinham tempo para se divertir. E durante, uma vasculhada no PC que Heitor encontra novamente os arquivos da pesquisa sobre o povo inca, lembra-se das suas duvidas e começa a questionar tudo de novo, e assim que ele efetua um grande descobrimento. Ele decifra o poema do espanhol e acredita que o velho possa ter encontrado algo muito importante. Um povo, uma cidade ou ouro. 


“Os homens de ouro vivem além da ponte no local brilhante para onde o puma olha.”


Ele compartilha sua teoria com Sergio e Karl e propõe uma viagem ao Peru. Depois, de muita repulsão, eles concordam e partem. É assim que depois de 5 horas de voo eles chegam ao Aeroporto Internacional Jorge Chávez em Lima. Heitor sabe que seus amigos estão lá pelo turismo, e não pela sua teoria, mas Heitor sonha a todo o momento em encontrar o pequeno ponto brilhante dourado as 07h15min do dia 21 de junho, o único momento em que o brilho relatado pelo espanhol aparece. 

No Peru, Heitor e seus amigos terão surpresas e uma delas é Nina uma bruxa que roubou o coração de Heitor, eles criam um laço muito forte durante o livro, e Heitor conta sua teoria para Nina, a conexão deles é tão forte que Nina entende e acredita em tudo que Heitor fala.
A partir daí a jornada de Heitor será dependente de confiança e amor.


Gente, o que é isso? Até eu fiquei abismado com a minha capacidade... haha’ Tentei não dá spoiler, CONSEGUI! 

Então, o livro é bem produtivo, a historia em si é muito boa e a escrita não tem termos técnicos, mas dela podemos tirar uma grande porcentagem de conhecimento, foi com esse livro que aprendi a amar a civilização inca. Ele livro reforçou também a Intolerância Religiosa, como o protagonista enxerga as religiões, ele diz que não deveria existir doutrinas, mas que Deus está em todo lugar, então tudo é sagrado. É importante destacar que o fato de Nina ser Bruxa não atrapalhou o romance. 

Capa do Livro com Polaroid



Realmente, o livro é bem recomendado, ele com certeza me levou a colocar o Peru como o primeiro lugar da lista de viagens pelo mundo.
Os personagens são bem descritos. E a parte gráfica está ótima, o selo Talentos da Literatura Brasileira arrasa nas diagramações, o livro tem umas ilustrações no começo de cada capitulo e essa capa é magnifica, gostaria de parabenizar a Unimed pelo apoio a publicação deste livro.
Em geral, o livro tem um grande potencial e merece ser divulgado no mundo inteiro.


Espero que tenham gostado :)



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